Seleção Brasileira Sub-15M | Quem merece ser lembrado?

Fala, pessoal!

Ano passado tivemos seleção brasileira Sub-14 (masculino e feminino) para disputar o sul-americano da categoria. Essa competição não é classificatória para a Sub-15, e serve mais como um aquecimento para o torneio do ano seguinte, que esse sim é classificatório para a Copa América Sub-16.

Pois bem, apesar de não gostar de como tratamos as convocações no Brasil, é inegável que ser escolhido traz muita satisfação, tanto para os atletas quanto para a comissão técnica, e é nisso que gostaria de focar. Infelizmente devido a pandemia do COVID-19, todas competições de seleção foram postergadas, inclusive a Sub-15, mas gostaria de apresentar dois textos, mostrando os meninos e meninas que poderiam ser contemplados, mas que não foram ano passado pela seleção U14. Irei começar com os garotos e amanhã sairá das garotas.

Apenas gostaria de atentar que, caso você, caro atleta, não seja convocado em 2021, saiba que eu e muitas pessoas reconhecemos seus talentos. Ser convocado é muito legal, mas não é tudo na formação de um jogador, certo? Ah, não tenho conhecimento de todos os atletas, então sei que vou cometer algumas injustiças, mas deixem na seção de comentários suas indicações que terei o maior prazer em conhecer mais talentos pelo Brasil.

  • Raul Caldas (Sport Clube de Recife)

Raul é armador e conheci seu nome durante a Copa do Brasil Sub-14 de 2019. O garoto foi o cestinha do torneio mas chamou atenção pelos outros fundamentos também. Foi um dos nomes que me falavam bastante após a saída da lista e, de fato, apresentou números bem interessantes na Copa: 25 ppj, 5.7 rbj e 5.7 apj.

Vamos colocar em perspectiva, onde ele enfrentou equipes de SP e MG, por exemplo, que tem um número de jogos maior que o do Sport e, possivelmente, de melhor nível técnico. Mesmo assim ele conseguiu se sobressair e ainda entrar para o quinteto do torneio.

  • Diogo Degan (Palmeiras)

Diogo é um daqueles jogadores que pouco se fala, e quando vê um jogo já se pergunta “quem é esse?”. Degan é um ala/armador muito habilidoso e excelente defensor. Essa característica defensiva só me saltou os olhos mesmo na final do paulista de 2019, onde teve a árdua tarefa de marcar Klébinho (Esperia) o jogo inteiro e quadra toda. Além disso, precisou liderar boa parte do ataque pois Pará (Michael Leoni) se machucou durante o jogo.

Jogador muito inteligente, intenso e focado.

  • Eduardo Klafke (Bauru)

Esse eu conheci de uma forma curiosa. Estava na organização do Federados AllStar e nós estávamos escolhendo quem entraria na votação da disputa dos 3 pontos. A categoria sub-14 disputa o torneio metropolitano e interior, logo não tínhamos acesso ao jogo de Eduardo. Quando liberamos a lista de votantes, muitas pessoas questionaram sua ausência.

Pois bem, no final do ano aconteceu o estadual sub-15, e Bauru participou. Eu não estava no jogo envolvendo Bauru e Pinheiros (campeão paulista), mas fui recebendo mensagens dizendo: ele meteu 3 bolas 3…4….5….6…7…8….9….10. DEZ bolas de 3, sendo que ele é da categoria de baixo.

Depois me falaram que foi o cestinha de 3 da Copa Brasil, também sub-15. Não tem como não levá-lo em consideração.

  • Igor Andrade (São Paulo)

O time do SPFC é bicampeão paulista, uma vez campeão estadual e vice-estadual e no ano de 2019 ficou na quarta colocação do metropolitano. O time tem/teve grandes nomes em seu elenco, como Julio (esteve na seleção), Kalleu (se não fossem as lesões, acredito que estaria na seleção também), Gustavinho (melhor armador do campeonato no sub-12), porém tem um nome que foi crescendo aos poucos e, ano passado, teve grandes exibições: Igor.

Acho Igor um daqueles jogadores que não sabiam o quão bom eram. Ele, felizmente, descobriu e no final da temporada passada, estava voando. E esse ano, já começou o campeonato com 24 pontos e 3 enterradas. Ala com boa leitura, boa movimentação e bem técnico. Merece estar nas conversas dos destaques do ano.

  • Kevin Santos (Instituto Superação)

Kevin foi uma das grandes surpresas de 2019 para mim. Cestinha do campeonato mas em uma equipe que não disputaria a série ouro, eu esperava ver um atleta fominha e desesperado. Mas o que vi foi um ala extremamente eficiente e inteligente. Talvez por jogar em uma equipe menos popular (Barueri), isso tenha feito com que fosse pouco notado. Mas estando no Instituto Superação e com contatos no MTC, quem sabe seu nome fique mais conhecido.

Para saber mais sobre ele, veja essa entrevista que fiz o ala: clique aqui.

  • Thales Guedes (São José dos Campos)

Thales é o estilo de ala 3 que mais gosto de ver jogar: alto, com arremesso de fora, bom controle de bola e sabe jogar no post. O ala teve uma evolução significativa do sub-13 ao 14 e teve boas exibições, tanto em sua categoria quanto na de cima.

  • Marco Antônio (Esperia)

Mais um daqueles casos de talentos espalhados pelo Brasil que corremos risco de não conhecer. Marco veio do Pará, onde jogava no Remo, e chegou em SP no clube Esperia. Ala alto e com boa infiltração, foi um dos grandes responsáveis pela grande campanha do clube em 2019. Pelo que havia me falado, faria sua transferência para SP para poder jogar a temporada plenamente. Com certeza irá ajudar no entrosamento e dar continuidade ao seu desenvolvimento no clube esperiota.

  • André Felipe (Instituto Superação)

Outro atleta que conheci devido o Federados AllStar. Para o jogo em si, pedimos para diversos técnicos montarem uma lista de 12 jogadores, e acredito que André foi um dos mais citados. Aí fui assistir seus jogos no YouTube e conversar com quem o conhecia. Realmente é um atleta interessante. André é alto, forte e muito versátil, jogando inclusive de armador. Juntamente com Kevin, poderão atrair muitos olhares para o Instituto esse ano.

  • Max Egger (Mackenzie)

Max é o jogador mais técnico de sua categoria, na minha opinião. Joga em todas as posições dentro da mesma posse de bola: traz a bola da defesa e inicia o ataque, abre na lateral, depois cruza e recebe no garrafão. E tudo isso com muito fluidez e segurança. Foi, sem dúvida, um dos grandes choques que tive ao não ver seu nome na lista de convocados.

  • Kauan Nascimento (Itália)

Formando no Regatas, Kauan saiu daquele padrão de pivô embaixo da cesta para uma 4 que puxa contra-ataques de um ano para o outro. Lembro de ter conversado com um pai do SPFC sobre sua grande evolução do sub-12 ao 13. Com 14, o ala/pivô se transferiu para o Crabs da Itália onde teve grandes performances (chegou a quase um triple double).

Kauan é bastante forte e explosivo, traria uma intensidade ao garrafão que faz bem a todos os times.

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EYBL U16 Hungary🔥🔥🔥

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  • Lorenzo Gouvêa (AEST)

Bom, aqui o critério vai ser técnico. E não estou falando de sua capacidade técnica, mas de seus números. Infelizmente não conheço seu jogo, MAS o pivô foi destaque da Copa Brasil como maior reboteiro. No último dia de competição, Lorenzo fez 23 pontos e pegou 22 rebotes, terminando a copa com média de 14.4 ppj e 21 rbj. Não são número que possam ser desconsiderados, ainda mais se tratando de um torneio com bom nível técnico. Acharia melhor levá-lo do que fazer testes com atletas apenas se baseando em altura.

Lorenzo recebendo o prêmio de reboteiro. Fonte: Facebook CETAF

Bom, como disse no início, provavelmente muitos ficaram de fora. Deixem seus comentários de quem gostariam que fossem, ao menos, convocados.

É isso, pessoal. Um abraço e até a próxima!

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