Conheça Luiz Almeida, ala/pivô do Remo/PA

Fala, pessoal!

Esses dias estava conversando com um atleta do Pará e perguntei sobre algum jogador interessante que ele conhecia de seu estado. Ele me passou alguns nomes e entre eles, o de Luiz, pivô de 2,05 m que joga no time Sub-15 do Remo. Além de grande, me foi informado que ele era muito bom, tanto defensivamente quanto ofensivamente.

Em seu Instagram tem algumas de suas jogadas e não são nada mal. Vi uma partida sua na Copa Brasil Sub-14 e, apesar de sua lesão recente (e não 100% recuperado), mostrou momentos bem interessantes. Decidi chamá-lo para um papo, vai que algum clube o ache interessante. Acompanhe.

  • Apresentação: altura, posições, categorias, títulos conquistados (coletivo e individual)

Tenho 2,05 m, jogo de pivô e ala/pivô, mas estou treinando para ser um ala no futuro. Jogo nas categorias Sub-15/17/19. Fui campeão pelo JEPs 2019 e Campeonato Paraense, e líder em toco na Copa Brasil (4,25 bpj).

Quando começou a jogar basquete?

Eu comecei a jogar uns 2,5 anos.

Qual sua rotina semanal de treinos/jogos?

Eu treino 3 vezes na semana. Duas delas eu treino no Remo e no Colégio. Sexta e sábado os treinos são na academia.

  • Quais campeonatos que participa durante o ano?

Durante o ano são Campeonato Paraense e JEPs. O Paraense acontece em dois turno, um em cada semestre. Fora do estado eu já participei do Campeonato Brasileiro. Tive oportunidades de participar de outros, mas por causa de lesão, acabei não indo.

  • Qual foi sua melhor partida? Por quê?

Foi ano passado, no Campeonato Paraense, no segundo turno. Eu fiz 22 pontos, 13 rebotes e 8 tocos. Considero minha melhor partida por ter me aproximado de um triple double.

  • Como foi a experiência de jogar a Copa Brasil? O que achou do nível dos times?

Foi muito bacana, primeira vez jogando fora do estado, em alto nível, mas só não foi melhor porque uma lesão me atrapalhou. Eu ficava desconfortável jogando com ela e acabou que não pude dar meu melhor. Mas estou me preparando para jogar futuros campeonatos brasileiros.

Em relação ao nível dos times, eles realmente eram muito bons, atenderam minhas expectativas. Nós, como Remo, estávamos nos preparando tanto fisicamente quanto psicologicamente para enfrentá-los, e por conta disso, fizemos bons jogos.

  • Qual time e jogador mais te surpreendeu na Copa Brasil?

Um time que me surpreendeu demais, apesar de não termos enfrentado eles, mas que eu acompanhei os jogos foi o Clube Esperia. Eram bem entrosados, o jogos deles era bacana de assistir. Um jogador que me surpreendeu foi um companheiro de time, o Marco Antônio, que em todas as partidas estava mantendo um nível muito elevado, fazendo 30-40 pontos.

  • Quais seus pontos fortes?

Eu vou listar o que estou sempre procurando aprimorar: o rebote, que estou sempre estudando a trajetória da bola, onde ela bate e onde vai cair; o outro é o toco, que estou sempre prestando atenção nos estilo de jogo do adversário, e aí consigo ter um bom tempo de bola para poder fazer o bloqueio; e agora estou começando a pontuar mais, meu arsenal ofensivo está mais versátil.

  • O que precisa melhorar em seu jogo?

Quando eu comecei a jogar basquete, eu comecei jogando de pivô fixo no garrafão, não saía para nada, tanto na defesa quanto no ataque. Então estava sempre fazendo no ataque o trabalho de push and move, na defesa só esperava o cara vir para contestá-lo. Agora eu preciso melhorar minha movimentação lateral, para ajudar na defesa do perímetro, e meu arremesso porque eu quase não treinava isso, só ficava em baixo do garrafão e não abria para chutar.

  • Já pensou em se transferir para outro estado?

É um objetivo meu, o que espero é um convite de um time que tenha visibilidade no basquete.

  • Onde quer chegar com o basquete?

Para meu futuro eu vejo o basquete como algo profissional, mas óbvio, no presente, eu não deixo de estudar. Mas sempre que eu posso estou treinando, jogando, porque é o quero para minha vida. E como todo atleta que joga, também tenho o sonho de chegar na NBA, e estou treinando cada vez mais para alcançar esse objetivo.

  • Mensagem para o time

Quando eu tinha uns 9-10 anos, eu treinei basquete por um mês na minha escola, mas logo em seguida em saí e fui para o futebol. Acontece que o técnico de lá era o Gabriel Martins, irmão do meu técnico atual, Giovanni Martins. Nesse tempo que fiquei no futebol, o Gabriel falava para eu voltar, mas não estava afim. Depois de um tempo eu enjoei e voltei. Fui para o Paysandu e fiquei menos de um ano e depois fui para o Remo. E foi lá que conheci o Giovanni, e ele me incentivava bastante.

Treinei bastante, sei que evoluí mas preciso e quero mais, não alcancei meus objetos. Sou muito grato pelo apoio que o Giovanni e o Gabriel me deram. Quanto ao meu time, o pessoal é muito gente boa, sempre apoiando mesmo nos erros, e isso faz muito bem para cada um no time, que está se dedicando. Mostra que nosso esforço vale a pena, mesmo que cometemos um erro, isso é bem pouco perto de tantos acertos que cada um faz. É isso, sou muito grato por tudo isso, pelo que o clube Remo me proporciona.

Luiz, muito obrigado pela disponibilidade em participar da entrevista. Que consiga alcançar seus objetivos e ir o mais longe possível!

É isso, pessoal. Um abraço e até a próxima!

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