Conheça Eduarda Reolon, de Santa Catarina para o mundo

Fala, pessoal!

Estava acompanhando uma página nos Instagram que divulga atletas de base achei interessante o jogo dessa atleta. Fui buscar mais material e encontrei jogos pela seleção brasileira, pelo seu time no Brasil e alguns highlights. Gostei bastante de seu estilo agressivo, fazendo pelas infiltrações, e também sua capacidade de encontrar suas companheiras. Então a convidei para essa entrevista e gostaria que a conhecessem também: Eduarda Reolon, atual ala/armadora do Tigers de Bandon e formada em Santa Catarina pelo Grande Florianópolis e Clube Chapecó.

  • Apresentação

Nome: Eduarda Trevisan Reolon
Posição: ala/armadora (1,2 e 3)
Altura: 1,73
Time atual: Bandon Tigers

Títulos individuais:

OSAA Wendy’s Athlete of the Week January 2020
1st Team All League Sunset (2020)
Conference
OSAA 2A Honorable Mention All-State (2020)
Seleção Catarinense
Sub-14 (2016)
Seleção Catarinense Sub-13 (2016)
Atleta destaque campeonato catarinense Sub-13 (2016)
Cestinha campeonato catarinense Sub-13 (29.69) (2016)
Atleta destaque sul-brasileiro de seleções Sub-13 (2016)
Melhor atleta Sub-13 FCB (2016)
Sul-brasileiro Sub-14 Ala na seleção ideal (2016)
Seleção catarinense Sub-15 (2017)
Seleção catarinense Sub-15 (2018)
Seleção catarinense Sub-17(2019)
Seleção brasileira Sub-15(2018)
Seleção brasileira Sub-16 (2019)

Títulos coletivos:

Segundo lugar sul-brasileiro Sub-14 (2016)
Campeão sul-brasileiro Sub-13 (2016)
Terceiro lugar sul-brasileiro Sub-15 (2017)
Terceiro lugar campeonato catarinense (2018)
Campeã sul-brasileiro Sub-15 (2018)
Campeã estadual Sub-17 (2019)
segundo lugar sub-brasileiro Sub-17 (2019)
terceiro lugar olesc (2019)
terceiro lugar sul-americano de seleções Sub-15 (2018)
terceiro lugar OSAA 2A State Championship (2020)
campeãs Bandon Dunes Tournament (2020)
campeãs Sunset Conference League (2020)

  • Onde começou a jogar e porque escolheu o basquete?

Comecei a jogar em Chapecó no Colégio Marista São Francisco, com 8 anos. Escolhi o basquete porque era o esporte que minha irmã jogava e como toda boa criança eu queria ser igual a minha irmã mais velha. Enquanto eu assistia os treinos dela eu também conversava com o técnico Marco Antônio Crespo, foi quando criamos uma amizade e ele virou um paizão para mim. Fui atleta dele até os meus 14 anos.

Marco Antônio Crespo recebendo premiação pela FCB
  • Quais seus pontos fortes?

Eu realmente gosto do meu controle de bola e da minha infiltração, com certeza são meus pontos mais fortes!

  • O que precisa melhorar em seu jogo?

ARREMESSO, preciso melhorar muito. Por causa do covid-19 não podemos ter treinos coletivos, então estou tendo muito tempo para treinar arremesso e outras finalizações, o que está me ajudando demais!

  • Como é sua rotina de treinos?

Antes do corona eu tinha treino com a máquina de arremesso ou condicionamento físico antes da aula e depois da aula eu treinava coletivo com o time, com open gyms nos sábados e domingos. Agora com o isolamento social, eu só consigo entrar no ginásio por no máximo uma hora por dia seguindo todos os métodos de segurança, nessa uma hora trabalho com a máquina de arremesso. Em casa eu treino domínio de bola, corro e faço treinos de musculação e agilidade que meu coach me passa.

  • Como foi treinar com o time adulto mesmo tão nova? Quais as maiores dificuldades?

Treinar não só com o time adulto mas com categorias mais velhas, foi o que mais me ajudou a crescer como atleta. Elas tem mais experiência e são muito mais rápidas e mais fortes, o que fez eu ter que me esforçar o dobro do que eu me esforçava com a minha categoria. Eu aprendi muito com elas! As maiores dificuldades foram a diferença de estaturas, o estilo de treino e como o técnico comanda o time.

  • Como foi sua transferência para o basquete americano?

Eu tenho um time e um coach maravilhosos que tiveram muita paciência para me ensinar todas as jogadas e todos os termos, mesmo eu chegando no meio da temporada. Precisou de muito esforço, estudo fora de quadra e dor de cabeça pra pegar tudo. Com o tempo se tornou tão natural que nos meus últimos jogos eu já estava até conseguindo armar o time e na próxima temporada serei uma das capitães!

Duda em atuação pelo Bandon Tigers
  • Sentiu muita diferença nos estilos de jogo?

Muita diferença. Jogar sem os 24 segundos muda demais, se elas não tem uma chance clara de contra-ataque elas não forçam e armam o jogo lentamente, também é muito mais fácil de segurar a bola no final do jogo, uma vez ficamos três minutos em um único ataque! Por não ter os 24 segundos a marcação muda muito, o foco da defesa delas não é impedir a infiltração e esperar o outro time estourar no cronômetro, mas sim roubar a bola, a defesa é muito mais agressiva! Uma outra grande diferença é não ter o passo zero, o que foi horrível pra mim que amo infiltrações. Nos meus primeiros jogos eu levei várias violações de andadas!

  • O que mais te chamou atenção durante nos jogos high school?

A importância que eles dão ao basquete! Todo mundo sabe jogar e todo mundo assiste os jogos, o ginásio sempre está lotado, principalmente na sessão dos estudantes (e eles fazem muito barulho na torcida!). Além disso em dias de jogo os atletas precisam comparecer em todos as aulas, sem atraso ou advertência, e precisam se vestir formalmente.

  • Quais jogadoras mais te impressionaram até o momento no high school?

Quem mais me impressionou com certeza foi a Morgan Baird, a escola onde ela estudava tem uma grande rivalidade com a minha e agora ela esta indo jogar em uma D1 em Portland! Ela foi MVP da liga nos quatro anos de high school dela, joga demais!
Outra ótima jogadora da minha região é a Sophia Carley. Ela tem 6’2″ (1,88m) e também está indo jogar em uma D1. Quando jogamos contra ela, na semifinal do estudam, foi o pior jogo da temporada dela e mesmo assim ela ainda teve um Double Double com 18 pontos.

Sophia Carley
  • Como ficou sabendo da sua primeira convocação para seleção? Quem te notificou? Estava onde no momento?

Foi no final de um treino no Clube Doze de Agosto em Florianópolis. O coordenador da AGFEB, Marco Biscaro, chamou eu e a Bianca Silva para conversar e nos deu a notícia. Não lembro direito como tudo aconteceu, só sei que eu não conseguia tirar o sorriso do rosto!

  • Como foi a experiência de jogar pela seleção?

Maravilhosa! Uma das melhores experiências que eu já tive na vida e que me fizeram crescer muito como atleta! O que eu aprendi nos meus dias na seleção eu vou guardar pra toda a minha vida no basquete, toda a palavra que os técnicos falavam era ouro!

  • Quais jogadoras e países mais te chamaram a atenção nas competições?

Os países que mais me chamaram atenção foram com certeza os Estados Unidos e o Canadá. A estatura das meninas e o nível de basquete eram muito bons! Uma jogadora que me chamou muito atenção foi a Naylee Cortes da Colômbia, ela está jogando na NBA Academy e tem muito futuro!

Naylee Cortes
  • Qual foi sua melhor partida de todos os tempos?

É difícil responder essa pergunta porque em todas as partidas temos nossos altos e baixos. Acho que meu melhor jogo foi esse ano contra a escola Coquille, nossos maiores rivais, aonde a Morgan Baird jogava. Era a final da Sunset Conference League e ganhamos por um ponto! Nessa jogo eu fiz 12 pontos só no último quarto, além de marcar a Morgan o jogo inteiro!

  • Quem são suas referências dentro e fora das quadras?

Fora das quadras minhas referências com certeza são os técnicos incríveis que eu já tive, Marco Antônio Crespo, Uná Manfredini, Cláudio Brandão, Marlene Feriato, entre vários outros!
Dentro das quadras minhas maiores referências são a Tainá Paixão e a Hortência!

Tayná Paixão
  • Onde quer chegar com o basquete?

Meu maior objetivo com o basquete é conseguir uma bolsa de estudos em alguma faculdade americana, mas eu com certeza não recusaria continuar jogando profissionalmente após a faculdade!

  • Mensagem para treinadores e colegas de times

Não existem palavras pra falar o quanto eu sou grata. Eu sou quem eu sou hoje por causa do basquete e não me reconheceria sem isso, mas não teria continuado no esporte se não fossem todas as pessoas que eu encontrei e me ajudaram nesse caminho. Essas pessoas me tiraram dos momentos mais tristes e me presentearam com os momentos mais felizes. Eu tenho uma segunda família que está comigo além das quadras. O maior dos obrigados não é suficiente pros meus técnicos e para as minhas colegas de time!

Sensacional, Duda! Muitíssimo obrigado pela disponibilidade e fico na torcida que seja bem sucedida no caminho que escolher seguir!

É isso, pessoal, um abraço e até a próxima!

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