Conheça Henrique Castro, o sexto homem do Palmeiras

Fala, pessoal!

Na temporada 2019 do Campeonato Paulista Sub-15, um dos times que mais acompanhei foi o Palmeiras. O time vinha de uma conquista no Sub-14 e manteve um time muito forte no ano seguinte. Suas principais armas ofensivas eram Ângelo, Caldeira e Diogo, mas todo jogo que acompanhava, um outro nome sempre me chamava a atenção: Henrique Castro.

Henrique se destacava por apresentar uma defesa muito boa, marcando muito bem as mais diversas posições, de armadores no 1×1 até pivôs no poste baixo – sem falar nas brigas pelo rebote. Além disso, apresenta uma ótima leitura de jogo para interceptar passes e puxar contra-ataques ou finalizar numa bandeja livre. E no 5×5, tomando boas decisões visando no coletivo. No meio de tantos nomes fortes, é difícil se destacar e eu acredito que vale muito a pena apresentar esse atleta super talentoso mas pouco falado.

Informações do atleta:

Altura: 1,83m
Posições: Armador e ala/armador

Conquistas:
• 3x Campeão sul-americano de clubes
• 2x Campeão Mineiro Metropolitano
• 1x Campeão Mineiro Estadual
• 1x Campeão Brasileiro de Clubes (CBC)
• 1x Campeão Torneio Internacional de Clubes em Franca
• 1x Vice-Campeão Paulista (série Bronze)
• 1x Vice-Campeão Paulista (Série ouro)
•1x 3°Lugar Estadual Paulista

Atletas entregaram troféus do Sul-americano ao presidente Ricardo Vieira Santiago (Foto: Orlando Bento / Minas Tênis Clube)

Qual sua rotina semanal de treinos?

Antes da Quarentena:
Treino todos os dias. 1h30 à 2h de treino com bola (as vezes subia pra treinar com o 17) e a carga horária aumentava de 3h à 3h30. 1h à 1h30 de musculação.
OBS: Se tivesse jogo no sábado era folga no domingo, caso tivesse jogo em dia de semana ou no domingo, a gente treinava de sábado também.
Durante a Quarentena:
Treino todos os dias 1h30 à 2h com bola e 1h30 de musculação.
Obs.: Só não faço musculação aos domingos.

Qual foi sua melhor partida? Por quê?

Acho que ao certo eu não tenho um partida em específico, mas acho que seriam as do quadrangular final do Paulista do ano passado (2019) e Estadual, pois foram jogos de peso muito grande, em que o esforço em geral de toda a equipe do ano inteiro estava dependendo daquelas partidas. Eu não diria que foram minhas melhores partidas, mas com certeza foram uma das mais importantes.

Você teve uma passagem pelo basquete mineiro. Quais os pontos positivos e negativos da prática do basquete no estado?

Quando eu cheguei lá em Minas, o clube que eu fiquei era um baita clube, não tinha do que reclamar. Eles me deram bolsa-escola, alimentação, não deixavam faltar nada. Dentro de quadra nós tínhamos treinos específicos, subíamos de categoria para jogar, mas a única questão negativa do clube é que ele era em Minas, e o campeonato por lá é mais fraco do que em São Paulo. Tem menos visibilidade e poucos times. Pra compensar essa deficiência do campeonato, a gente ia para sul-americano, para São Paulo, chegamos a ir para o brasileiro. Mas tirando isso, Minas me ajudou muito, sempre me ajudaram a crescer como atleta e como pessoa.

Então de positivo, eu daria a estrutura do clube, as viagens que a gente fazia e a experiência que peguei lá foi muito grande. Os pontos negativos seriam esses, a falta de visibilidade e a baixa quantidade de times, porém o Minas arranjava formas de compensar isso para formar os atletas melhor.

Você possui uma defesa muito boa, principalmente para antecipar passes. Inspira-se em algum jogador em relação a defesa?

Nunca cheguei a me inspirar em um jogador para defender, mas eu gosto da defesa do Kawhi Leonard, que é uma defesa bastante compacta, e muitas vezes ele ganha o jogo defendendo. Então eu acho que o Kawhi Leonard seria o jogador ideial.

Qual foi o jogador mais difícil de marcar?

Em treino foram o Matheus Leoni e o Caldeira, e em jogo acho que foram o Atauri (ex-Regatas e atual Paulistano) e o Marson (São José dos Campos).

Quais seus pontos fortes?

Defesa e corte com finalização.

O que precisa melhorar em seu jogo?

Meu arremesso e ter mais calma.

Quem são suas referências dentro e fora das quadras?

Sem dúvidas meu irmão e minha mãe.

Robson Jr., irmão de Henrique e jogador do Praia Clube/MG

Você está em um time com muitas opções ofensivas, mas mesmo assim, sempre me chamou atenção seu jogo. Que dica você daria para jogadores não desanimarem em situações semelhantes?

Geralmente eu tento não pensar por esse lado, penso que se todo mundo se ajudar, contribuir um com o outro, no final, se o placar for positivo, todo mundo ganha junto. Então, se eu tiver que marcar pelo meu parceiro que está cansado eu vou marcar, se eu tiver que correr por uma bola pelo meu parceiro que está cansado, eu vou correr, se eu tiver que passar a bola porque meu parceiro está mais livre eu vou passar.

Então, é sempre pensar numa maneira coletiva, mesmo tendo muitas pessoas que tenham um papel ofensivo muito presente no jogo, você precisa focar em fazer o básico: se sobrar livre, corta; se tiver alguém mais livre que você, passa a bola. Eu sempre tento pensar de uma maneira mais coletiva e deixar o jogo fluir, porque uma hora ou outra você vai aparecer embaixo da cesta, vai surgir a oportunidade de dar um corte. As oportunidades vêm junto com o jogo, e na defesa, depende só de você, é ter raça. Se roubar uma bola, vai poder fazer um contra-ataque podendo fazer uma cesta ou assistência. Quem gosta de defender já tem meio caminho andado, porque após roubar uma bola, vai ser você e a cesta, ou no máximo mais uma pessoa entre você e a cesta.

Geralmente eu te vejo saindo banco, como um sexto homem. Como você enxerga essa posição? Quais os lados positivos e negativos?

Eu acho uma posição importante porque muitas vezes você vai entrar no lugar de alguém que está cansado ou que não está tão bem no jogo, e é nessa hora que você tem que entrar com maior determinação e concentração, porque o lado positivo é que você vai entrar descansado em quadra, enquanto que a maioria deverá estar cansado. Então é nesse momento que você tem que se concentrar ao máximo para entrar e fazer seu trabalho, porque se entrar bem, você continua para o resto do jogo. Então eu sempre tento entrar em quadra focado para continuar e assim ajudar o meu time.

Eu não vejo muitos pontos negativos, muito pelo contrário.

Onde quer chegar com o basquete?

O basquete é muito importante para mim, eu sempre vou querer ver ele crescendo, e meu sonho é representar a seleção brasileira, jogar representando meu país.

Texto livre: Mensagem de agradecimento para o time

Gostaria de agradecer o apoio de todos os meus companheiros de equipe, tanto desse ano quanto do ano passado, agradecer de coração porque me colocaram para cima demais, fazendo eu nunca desistir. Queria agradecer aos meus técnicos, ao meu clube, todos os clubes que já joguei, e a minha família por sempre me apoiar, até nos momentos difíceis. Sem vocês, eu não seria nada.

Valeu demais, Henrique! Apesar de gostar do seu jogo, nós nunca havíamos nos falado antes e foi muito legal conhecer um pouco mais de ti. Sucesso na sua jornada!

É isso, pessoal, um abraço e até a próxima!

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