Novo Basquete Carioca | Uma nova liga para a base do Rio de Janeiro

Fala, pessoal!

Eis que estava dando uma olhada no Instagram do bballbr e recebi um alerta de novo seguidor. Dei uma olhada e o nome me chamou atenção: NBC – Novo Basquete Carioca. Tratava-se de uma conta nova e com apenas dois posts, mas apresentava uma proposta que me chamou muito atenção. Veja abaixo:

Bom, uma nova liga voltada para base, tanto masculino quanto feminino e minibasquete, com valores acessíveis e no Rio de Janeiro. Não pensei duas vezes e chamei no direct para conhecer mais do projeto. Conheci um dos organizadores, o Guto (Guttemberg da Silva), e ele me explicou bastante do projeto. Acompanhe:

Como o projeto surgiu

Nós somos um grupo de apaixonados e fomos convidados por uma instituição aqui do RJ que faz um trabalho de base e queria resgatar a modalidade com competições. Essa instituição já participa de outras competições mas, ao meu ver e ao da pessoa que comanda a instituição, falta alguma coisa, um olhar mais cuidadoso com a base. Aí fomos convidados para iniciar esse projeto. A pessoa responsável pela instituição nos deu carta branca para pensar, elaborar, criar, e uma das exigências que a gente fez ao aceitar esse projeto era que faríamos basquete feminino, obrigatoriamente, e minibasquete.

Equipe multidisciplinar

A pessoa responsável pela instituição disse que nos daria carta branca e toda liberdade, desde que não ferisse o estatuto da empresa e que, através do alcance dela, faria todo o trabalho de captação. Começamos o projeto, somos loucos, sonhadores e apaixonados e a coisa foi tomando um corpo legal. Montamos um projeto e vimos que seria grande demais para tocarmos sozinhos e fomos atrás de ajuda.

A primeira ajuda que fomos atrás foi uma ajuda comercial. Pegamos um empreendedor amigo nosso, que trabalha com material voltado ao basquete, para trazer um olhar mais comercial para alcançar mais pessoas com esse projeto. Depois disso a gente viu que algumas coisas são bastantes burocráticas e a gente precisava desse olhar burocrático para tornar o projeto viável, e aí convidamos outro amigo nosso, apaixonado por basquete e louco de pedra como nós, e que também é bastante sonhador mas com formação em ciências contábeis, para ser nosso braço burocrático da coisa. E por último nós convidamos uma mulher, por sentir que faltava um olhar feminino e ela tem uma experiência grande em trabalhar com eventos, e será nosso olhar na produção cultural do projeto.

Aqui segue a escalação do time:

  • Guttemberg “Guto” da Silva – Coordenador técnico (@treinadorguto)
  • Rafael Caraciolo “bigg” – Marketing (@rafaelcaraciolo)
  • Lekon Korede – Admibitrativo (@lekonkorede)
  • Evelin Macedo – Infrastrutura (@evelinpereira94)
  • Nelson Zimmer – Relações Públicas (@zimmernelson)

Categorias contempladas

O que nos foi pedido ao iniciar o projeto é que fosse uma competição exclusivamente da base, e a gente foi estudar o que era considerado base e vimos que existe no CBC campeonatos de base até o Sub-23. Então resolvemos que vamos trabalhar até essa categoria também, mesmo porque a gente entende que o atleta que aos 19 anos não conseguiu um clube profissional para jogar e não tem campeonatos Sub-21/23 para que continue em atividade, está sendo descartado pelo mercado, e esse atleta ainda tem jogo, tem físico, e pode demorar 1-2 anos para ele conseguir essa vaga no profissional – ou uma bolsa de estudos -, só que não tem competição e lugar para jogar, então vamos até o Sub-23 por esse motivo.

Vamos fazer o Sub-12 campeonato, visando competição, e vamos fazer também o Sub-12 festival, de modo a atrair mais praticantes e apaixonados, para que nosso esporte continue tendo sempre pessoas que, no adulto, possam consumir nossos produtos de basquete, que possam fazer uso do que o basquete oferece. E no Sub-10 teremos apenas festival, sem competição, partindo com um olhar mais pedagógico porque é uma idade que a criança, geralmente, ainda não tem um conhecimento aprofundado sobre o jogo e não é interessante trabalhar com frustração tão cedo em um nível tão elevado.

Interesse dos clubes

Esse ano nós fomos solicitados pelos próprios clubes do RJ a realizar alguma competição Sub-17 porque só teríamos o Sub-19 esse ano. Os clubes procuraram a gente, sabendo que já estávamos pensando no projeto, com a ideia de fazer alguma competição, mesmo que de tiro curto, e que dentro dela tivesse pelo menos o Sub-17. Sub-14/15 já poderia ser no longo prazo, uma vez que essas outras categorias têm um tempo mais elevado para desenvolver seus potenciais.

A gente começou a desenvolver o projeto e pintou o interesse de algumas equipes Sub-19, então a gente resolveu fazer tanto para o Sub-17 quanto para o Sub-19. Inicialmente seriam 4 times em cada categoria e faríamos um quadrangular, só que foi surgindo interesse de outras equipes e também fomos entrando em contato com outras tantas. Hoje estamos tentando fechar com 8 equipes em cada categoria para fazer uma competição de tiro curto, com dois grupo de 4 equipes (todos contra todos) e os dois melhores passariam para a semifinal, onde os vencedores iriam para a final e os perdedores para disputa de terceiro lugar.

Planos para 2021

Para o ano que vem a gente tem um interesse muito mais ambicioso, onde seguiríamos com o mesmo modelo porém com mais equipes (estamos pensando em 10) em 7 categorias diferentes: Sub-12/14//16/17/19/21/23. Algumas no primeiro semestre e outras no segundo. Fizemos essa divisão para não nos sobrecarregar e conseguirmos dar conta. E também porque, ao conversar com os clubes, nós percebemos que os pais preferem que os atletas do Sub-17/19 joguem menos no segundo semestre pois estão envolvidos com o vestibular. Então como eles já teriam as competições federadas, a gente preferiu colocar só na primeira parte.

Os festivais serão algumas etapas ao longo do ano, tanto Sub-10 quanto Sub-12. Vai ser um dia de festival de basquete. O 3×3 ainda está sendo estudado o modelo, o regulamento, e tivemos que dar uma parada para tocar a competição de imediato. O 5×5, além do campeonato, também terá um circuito, parecido com o que tem no vôlei de praia, com as etapas pré-definidas e a cada etapa terá o acúmulo da pontuação atual, porque a gente permite a entrada de novos times ao longo do ano.

Para o ano que vem o nosso projeto deve acontecer de março até dezembro, em várias frentes e níveis, tanto de idade quanto masculino e feminino. Esse ano a gente só decidiu não fazer o feminino porque o volume é pequeno e não temos muito dinheiro para custear. Então preferimos ir com o masculino pois ele se custeia por conta própria, enquanto o feminino passa por uma dificuldade muito grande aqui no Rio. Então a gente prefere, nesse momento, não fazer para garantir que faremos com uma boa qualidade, para atrair olhares, possíveis patrocinadores e parceiros e garantir que vamos atender com a qualidade desejada o nosso cliente final (crianças e adolescentes).

Temos interessados em participar no ano que vem pelo menos 20 instituições, só no masculino. Ainda não fizemos contato com o feminino por causa da correria. Acreditamos que ao final do ano que vem, teremos pelo menos 50 instituições participando nas diversas categorias – inclusive instituições de renome no basquete nacional.

Filosofia de trabalho

Umas das coisas que nós pensamos desde o início é de ser muito burocrático então tudo que fazemos é documentado, nossas reuniões têm atas ou são gravadas, então seguimos essa linha de deixar tudo registrado.

Nós temos o projeto escrito e, entre outras coisas, algumas ideias que temos para o projeto é fornecer bolsas de participação para equipes de projetos sociais ou escolas públicas. A escola pública nos procuraria e não pagaria para participar, ou um valor irrisório pois vai depender do nosso capital no momento para tocar a competição. Porém em relação ao desconto ou isenção de taxa que essas equipes teriam, a gente exige que elas façam um trabalho de filantropia na própria comunidade. De repente, promovendo uma palestra na escola, fazendo uma coleta de lixo, entrega de cestas básicas, vai depender de cada instituição. As que já fazem, não tem problema, as que ainda não fazem, a nossa ideia é que o basquete seja apenas o motivo para que a gente comece a transformar vidas, então vamos usar a características da nossa competição para ensinar tanto nosso atleta a se comportar no meio social quanto favorecer as pessoas que fazem parte da comunidade onde esses projetos ocorrem.

A outra exigência é que o aluno desse projeto social esteja matriculado na escola e que tenha uma declaração (atualizada a cada trimestre) de aproveitamento de, pelo menos, 80% na frequência escolar. Não é muita coisa porque a lei exige 75% e a gente exigirá 80% para participar da competição com o desconto. Esse aluno não vai ser impedido de participar caso não alcance a frequência mínima, mas não vai poder ter acesso ao desconto

Nós também temos uma ideia de apadrinhamento, então equipes grandes como o Botafogo destinariam parte de seu investimento para ajudar a custear alguns projetos. Por exemplo, o Botafogo não pagaria taxa de arbitragem ou inscrição para esse projeto, mas bancaria o uniforme. Na nossa liga tem uma pessoa que trabalha com material esportivo e já estamos elaborando os layouts para fazer produtos com a marca das próprias equipes e reverter todo o lucro para as próprias instituições, para elas possam aumentar a capacidade de trabalho delas ou custear algumas coisas como passagem e alimentação dos atletas.

Eu não posso desejar nada além de muito sucesso para toda equipe da NBC, e que o projeto cresça conforme planejado para termos cada vez mais e mais praticantes – se tornarem profissionais, ótimo, se não, cidadãos preparados para as competições da vida.

As novidades que surgirem eu vou compartilhando com você, caro leitor. Deixo abaixo os contatos dos organizadores caso tenham dúvidas adicionais ou até mesmo, interesse em participar:

É isso, pessoal, um abraço e até a próxima.

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