LDB | Matheus Leoni, o Pará, está de volta

Fala, pessoal!

No último texto, onde falei sobre o retorno de Vitor Ibiapina para disputar a LDB (leia aqui), mencionei que tive algumas surpresas. Uma delas é de Matheus “Pará” Leoni, armador no Paysandu (PA) e com grande passagem pelo Palmeiras.

Pará havia se transferido para Espanha, onde estava jogando pela equipe do Gran Canaria, e hoje está listado como um dos armadores do Flamengo.

Troquei uma ideia com o armador para saber como anda sua carreira. Confira!

– Por que voltou para o Brasil?

Foi uma decisão mais pessoal do que qualquer outra coisa! Decidi voltar para ficar mais próximo da minha família. Além disso, o Flamengo, maior clube do Brasil, foi atrás de mim com uma proposta muito boa.

– Pretende voltar para Europa?

De momento pretendo focar no Brasil, no Flamengo! Quero fazer uma boa temporada.

– O que achou dos treinamentos? O que tinha de similar e diferente do Brasil?

Maior diferença é a forma de jogar, sendo lá mais coletivo. Eles prezam muito pelos detalhes, pela defesa individual, pela intensidade e a leitura de jogo. Brasil vai nesse caminho pouco a pouco. Vejo que o Petrovic tem posto isso na equipe principal.

Os espanhóis colocam muita importância na base, tendo muitos jogos, torneios e competições por toda a Espanha. No nosso país o centro da base é todo em SP, não damos muita importância ao resto do país. O próximo CBC contará com muitas equipes e de vários estados brasileiros, isso me deixa muito feliz.

– Como eram os níveis dos torneios que participou?

Eram do mais alto nível. Joguei a fase final do campeonato espanhol e a Euroliga duas vezes e me exigiram por completo, mentalmente e fisicamente.

– O que você sentiu mais dificuldade nos jogos/treinos e o que você sentiu que seu jogo mais destacou?

Senti muita dificuldade fisicamente. Os garotos pra lá tem um preparo físico absurdo! Tive que me esforçar mais ainda pra chegar no mesmo nível e competir de igual pra igual nesse quesito. O que mais me aprimorei foi a minha qualidade técnica e a minha leitura de jogo! Senti que evoluí muito nesses aspectos.

– Comparando Brasil com Espanha, quais as maiores diferenças: nível técnico, estrutura, quantidade de jogos, times, mídia, tipo físico…..

Brasil ainda está atrás da Espanha nesses quesitos. Brasil melhorou bastante nesses últimos anos, tanto na base como no adulto. O nível do NBB e a da LDB subiram muito e isso nos faz ter esperanças de que um dia cheguemos a ter um nível igual ao da Espanha nesses quesitos.

– Qual a lição de casa que ficou após sua temporada na Europa?

Ficaram muitas lições, tanto dentro e fora da quadra! Soube como um verdadeiro profissional deve se comportar, e diversas outras lições que vou levar pra minha carreira. Espero poder mostrar tudo o que eu desenvolvi nesse últimos dois anos.

– Quais as expectativas para a LDB?

As melhores possíveis, estou muito ansioso pra competir e feliz pela oportunidade, e agora a tentar levar o troféu!

Boa, Pará! Aproveita essa LDB e mostre seu talento para quem ainda não o conhece. Com certeza será uma grata surpresa para muitos, como vem sendo para quem o ver jogar.

É isso, pessoal. Um abraço e até a próxima!

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