Quanto custa uma equipe na federação paulista?

Fala, pessoal!

Para quem está, de alguma forma, envolvido no basquete de base, já ouviu muito que os custos para se manter uma equipe na federação paulista são altos. Muito provavelmente esse é o motivo de equipes tradicionais do basquete estadual como Monte Líbano, Hebraica, Banespa, Paineiras e Continental (para citar apenas algumas) encerraram suas atividades no esporte ou foram para outras ligas, como Liga Pró, Liga Paulista, NBC e por aí vai.

Apesar de já ter ouvido muito sobre isso, nunca tive acesso até onde esses valores podem chegar. No próprio site da federação tem um link para acessar as taxas administrativas, porém elas não são muito claras. Para quem tiver interesse, segue link – https://www.fpb.com.br/documentos/.

Conversei com algumas pessoas envolvidas em basquete de base e que lidam bastante com essas taxas para entender melhor esses valores (um dos papos foram 2 horas e teríamos assunto para mais 2 fácil fácil) e o que representam. Desde já, deixo espaço totalmente aberto para a federação realizar as devidas correções no meu entendimento ou complementar com informações que julgar necessárias.

Então vamos começar com as taxas referentes às Associações.

  • 1.1 – Filiações (pagamento no ato) – R$ 5.000,00

Esse é um valor pago no ato para um time fazer parte da federação. Simples assim. Não encontrei informações no site se existe uma data de expiração mas basicamente é uma taxa de “matrícula”.

  • 1.2 – Filiação em Situação Especial – R$ 30.000,00

Digamos que eu queira montar uma equipe, a BBALL Basquetebol Clube, para participar de um campeonato da CBB. A confederação exigirá que eu esteja filiado a uma federação porém eu não quero arcar com os custos de uma filiação, quero só participar desse campeonato específico. Aí eu apelo para Filiação em Situação Especial. Talvez você esteja pensando “nossa, mas a equipe prefere pagar R$ 30.000,00 invés de R$ 5.0000,00?!”. Bom, veremos isso mais no final no matéria.

  • 1.3 – Mensalidades: (será aumentada mensalmente de acordo com a inflação.) – R$ 1.800,00

Valor mensal pago por cada instituição, independente do número de categorias. Vale destacar o termo entre parênteses “será aumentada mensalmente de acordo com a inflação”.

  • 1.4 – Atestado de Filiação e Certidão. – R$ 500,00

Digamos que eu esteja tentando conseguir recursos do Ministério do Esporte. Eles vão me passar uma lista de documentações para correr atrás e, entre elas, vou precisar comprovar que meu time está filiado a uma federação. Essa comprovação de R$ 500,00 é o atestado. Independente de qual for meu uso, se precisar comprovar minha filiação, paga-se esse valor.

Mas veja só, qual será o tamanho da mão de obra por trás da geração desse documento para custar R$ 500,00? Existem várias formas de comprovar a filiação de um time, mas apenas essa que serve, por algum motivo.

Uma comparação grosseira poderia ser quando queremos comprar ingresso de cinema de meia-entrada. Exige-se comprovação de vínculo com instituição de ensino, e para isso basta mostrar uma carteirinha da escola com vencimento ou boleto pago. Já que existe uma mensalidade, será que não poderia estar incluso pelo menos 3 atestados por ano, e a partir daí ser cobrado? Bom, seguimos.

  • 1.5 – Licença anual (pagamento no ato) renovada anualmente. – R$ 3.000,00

Não conseguimos chegar em uma motivação para essa taxa, a não ser compará-la com um alvará de filiado. Pergunto-me o porquê da mensalidade então.

  • 1.6 – Vistoria de quadra (pagamento no ato) – R$ 500,00

Paga-se esse valor para um profissional localizado em São Paulo ir até o time para vistoriar o placar, arquibancada, tabelas, se o piso é suspenso, banheiros e por aí vai. Caso o time esteja localizado no interior, deve-se acrescentar hospedagem, transporte e alimentação.

Porém a federação já conta com parceiros de ligas regionais. Será que eles não poderiam fazer esse trabalho?

  • 1.7 – Permanentes: Diretores, Massagistas, Médicos (máximo 03 por categoria) mesmo para renovação. – R$ 200,00

Digamos que nos dias de jogos, além de jogadores e técnicos, eu tenha no banco um médico e um massagista. Paga-se esse valor para a federação para que esses profissionais tenham acesso a quadra durante o jogo. É uma espécie de cadeira cativa.

  • 1.8 – Saldos devedores em contas correntes: multa calculada mensalmente sobre o saldo devedor não – 10%

Esse item ficou um pouco nebuloso, mas é um percentual de valores devidos em atraso que será destinado a federação.

  • 1.9 – Protesto, Recursos e Revisões (pagamento no ato) – R$ 500,00

Digamos que em uma partida ocorra um 253-A (proferir ofensa ao árbitro) ou 253-B (ofensa com agressão) e a equipe seja punida. Se ela quiser recorrer, paga-se esse valor. Acredito fazer sentido existir essa taxa, e com valor alto, para que não virar um oba-oba também. Provavelmente é uma prática esportiva já estabelecida.

  • 1.10 – Taxa de Premiação (Todas Categorias) – R$ 150,00

Se a equipe chegar na fase final da competição, paga-se esse valor para custear as medalhas e troféus.

Bom, eu acho que a premiação deveria estar inclusa nos valores das mensalidades mas vamos fazer uma conta de padaria nas categorias iniciais. Temos finais série ouro, prata e bronze nas categorias Sub-12/13/14/15 com premiação para campeão, vice e 3o colocado. Ou seja, o custo será:

(9 times por categorias) x (4 categorias) x (R$ 150,00/time) = R$ 5.400,00.

Não fui atrás dos custos e qualidade das medalhas e troféus, mas de todo modo, ainda acho que esse valor deveria sair das mensalidades.

Agora vamos falar sobre as taxas referentes aos Jogos.

  • Os itens 2.1 ao 2.4 são referentes ao adulto, mas pelas conversas que tive, esse comportamento cabe aos times de base também. A ideia é que dependendo da localização das equipes, paga-se um valor para federação permitir que esse jogo ocorra. Vamos dar alguns exeplos:

Internacionais – Bauru (Brasil) x Real Madrid (Espanha): paga-se R$ 1.000,00;

Interestaduais – Esperia x Praia Clube (MG): paga-se R$ 500,00;

Intermunicipais – Girafinhas (Mauá) x ApageBask (Guarulhos): paga-se R$ 200,00;

Locais: Barueri Esporte Forte (Barueri) x Projeto BIS/Mackenzie (Barueri): isento.

Vale destacar que isso serve para qualquer jogo. Se um time A quiser fazer um amistoso contra o time B, eles devem pagar uma taxa. A saída é realizar esses jogos sem a camisa do clube, com árbitro não-oficial. Já viram isso? Eu já.

Mas o que mais me incomodou nessa taxa é a essência dela: os times parecem pertencer a federação. Eu monto minha equipe, corro atrás dos patrocinadores, ensino os atletas a jogarem mas, se quiser jogar contra outro time, devo satisfações a federação. Não consigo entender o racional dessas taxas (tanto base quanto adulto).

  • 2.5 – Licença para jogos contra equipes não filiadas – R$ 500,00

A lógica dessa taxa é parecida com as anteriores. Então se meu time é filiado a federação e quero jogar contra um time não-filiado, o time filiado deve pagar esse valor.

  • 2.6 – Licença para jogos entre filiados patrocinados por entidades não filiadas – R$500,00

Mesma lógica do item 2.5, porém ocorre entre equipes filiadas.

  • 2.7 – Licença para Torneio promovido por empresas ou entidades – R$ 3.000,00

Digamos que a Nike queria fazer um torneio que conte com as equipes do Nosso Clube de Limeira, São José dos Campos, Jundiaí e LBE. Como as equipes são filiadas a federação, é necessário que a Nike pague esse valor.

  • 2.8 – Inscrição em campeonatos (por categoria)
    • Sub 16, Sub 17, Sub 18 e Sub 19 – R$ 1.000,00
    • Até Sub 15 – R$ 300,00

Valores pagos por categoria que o clube disputa.

  • 2.9 – Desistência de Campeonatos ou Torneios (por categoria)
    • Sub 19 e Adulto A2 – R$ 3.000,00
    • Outras Categorias – R$ 2.000,00

A desistência refere-se a quando um time fez todos os trâmites necessários, está inscrito no campeonato, a tabela já foi divulgada e ocorre o abandono da competição.

  • 2.10 – Transferência de jogos.
    • Sub 12 – R$ 200,00
    • Sub 13 – R$ 1.000,00
    • Transferência de horário – isento

A transferência diz respeito a mudança de data dos jogos. Se for necessário mudar de horário (antecipar ou adiar), não ocorrem cobranças.

  • 2.11 – “W.O.”
    • a) Sub 13 até Sub 16 – R$ 1.000,00
    • b) Sub 17, Sub 18, Sub 19, Sub 22 e Adulto A2 – R$ 1.500,00

Acho que aqui é bem claro. Se não comparecer ao jogo, ocorre a cobrança.

Terminamos a parte dos jogos e vamos para a dos Atletas.

  • 3.1 – Inscrição Inicial – R$ 230,00

Se um atleta nunca foi federado, paga-se esse valor para efetivar sua inscrição.

  • 3.2 – Renovação de Inscrição – R$ 130,00

Se um atleta já for federado, paga-se esse valor para renovar sua filiação.

Acho um pouco questionável essa taxa. Não poderíamos criar uma data de validade para ter uma renovação tácita? Não sei se a renovação é uma exigência da confederação ou se parte apenas da federação. Caso seja um trabalho apenas da federação, já validar a renovação impede que um profissional gaste tempo com esse trabalho operacional e seja mais produtivo em outros setores.

Mas não conheço os detalhes operacionais da empresa.

  • 3.3 – Transferência de atleta (pagamento no ato)
    • Internacional
      • 1 – C.B.B. – Atleta Brasileiro Procedente do Exterior: R$ 1.000,00
      • 2 – Atletas.: R$ 3.000,00
        • Estrangeiro procedente de Assoc. Estrangeira ou entre
        • Assoc. Brasileira, incluindo a taxa internacional
      • 3 – F.P.B.: R$ 1.030,00

Então vamos lá que essa parte é cheia de detalhes. Digamos que vamos repatriar um atleta brasileiro que esteve jogando no exterior. Dessa forma, paga-se o valor de R$ 1.000,00 para a CBB. Se for um atleta estrangeiro, a taxa é de R$ 3.000,00.

E de qualquer forma, paga-se R$ 1.030 para a federação.

  • Interestadual
    • CBB
      • Atleta de qualquer categoria.
        • Taxa de urgência 48hs. – R$ 400,00
        • Taxa de urgência 72hs. – R$ 300,00
        • Prazo Regulamentar de 7 dias – R$ 200,00
    • FPB
      • Sub 13, Sub 14 – R$ 230,00
      • Sub 15, Sub 16 – R$ 330,00
      • Sub 17 – R$ 530,00
      • Sub 18, Sub 19, Sub 22 e adulto A2 – R$ 1.030,00

Aqui se refere a transferências de atletas de estados diferentes. Por exemplo, se fossemos transferir um atleta sub-16 do Olympico Club(MG) para o Campinas Basquete Clube, paga-se uma taxa de R$ 330,00. Além disso, é preciso uma regularização na CBB, e o valor dessa operação depende do prazo.

  • Local
    • 1 – Sub 13 até Sub 15 – R$ 130,00
    • 2 – Sub 16 – R$ 330,00
    • 3 – Sub 17, Sub 19, Sub 22 – R$ 430,00

Mesma lógica que na operação interestadual, porém como ocorrem no mesmo estado, não ocorre a participação da confederação.

  • 3.4 – Taxa de Liberação Estadual – R$ 2.000,00

Caso um clube tenha interesse em um atleta, mas ele não é liberado, existe uma taxa que possibilita que essa troca de time ocorra.

Finalmente chegamos a última parte, que é a de Permanentes.

  • 4.1 – Permanentes, Técnico e Auxiliar Técnico (Participante da Clinica Internacional de Téc.) – R$ 230,00

Lá na seção de Associação, tivemos um item sobre permanentes (massagistas e médicos). Aqui é a mesma coisa, porém para comissão técnica. Ou seja, se durante os jogos o time terá um técnico e assistente, paga-se essa taxa de R$ 230,00. A parte da clínica vou explicar no item abaixo.

  • 4.2 – Técnico e Auxiliar Técnico – R$ 1.030,00

Não sei vocês já repararam, mas todo início de ano ocorre uma clínica internacional organizada pela federação. A desse ano foi feita de modo remoto (https://www.fpb.com.br/fpb-realiza-clinica-internacional-de-basketball-para-tecnicos/).

Se o técnico NÃO participar dessa clínica, o valor de permanente será R$ 1.030,00. Se estiver presente no evento, ocorre o desconto de R$ 800,00 e o valor fica os R$ 230,00 citados no item 4.1.

Bom, caro leitor, vamos fazer um exercício. Digamos que queira montar o time BBall Basquetebol Clube para jogar o Campeonato Paulista na categoria Sub-12. Terei um técnico, um assistente e um massagista durante os jogos. Meu time nunca fez parte da federação e meus atletas nunca foram federados mas apesar disso, acredito que iremos brigar por medalha em alguma série (ouro, prata ou bronze). Ah, e meu técnico vai participar da Clínica Internacional de Técnicos (ai dele se não participar).

Filiação (R$ 5.000,00)

Mensalidades (12 x R$ 1.800,00 = R$ 21.600,00)

Licença anual (R$ 3.000,00)

Vistoria de quadra (R$ 500,00)

Permanente massagista (R$ 200,00)

Taxa de premiação (R$ 150,00)

Inscrição em campeonato Sub-12 (R$ 300,00)

Inscrição inicial (12 x R$ 230,00 = R$ 2.760,00)

Permanente técnico e assistente (2 x R$ 230,00 = R$ 460,00)

*Existe um valor de inscrição de R$ 400,00 para participar da Clínica Internacional de Técnicos (R$ 100,00 esse ano por ter sido remota. Mas como esse valor não consta no arquivo, não irei considerá-la).

Total = R$ 33.970,00

Mas calma lá! Ainda não terminamos e vamos seguir nesse orçamento. Digamos que o campeonato paulista Sub-12 conte com 18 times divididos em 2 chaves (A e B). O modelo de disputa hoje é todos contra todos, ida e volta na fase de classificação. Ou seja, nosso time jogará 16 jogos na fase de classificação e na metade deles (8) seremos o mandante. Aí entra a taxa de arbitragem (https://www.fpb.com.br/wp-content/uploads/2020/10/TAXAS-DE-ARBITRAGEM-Outubro-de-2020.pdf):

(Taxa de arbitragem = R$ 90,00) x (número de jogos = 8) x (2 árbitros + 2 oficiais de mesa) = R$ 2.880,00.

Começamos bem! Ficamos entre os 4 primeiros da chave e vamos juntar com os 4 primeiros da outra para definir quem vai disputar a série ouro e prata. Foram mais 14 jogos, onde fui mandante em 7.

(Taxa de arbitragem = R$ 90,00) x (número de jogos = 7) x (2 árbitros + 2 oficiais de mesa ) = R$ 2.520,00.

Bom, ficamos em quinto lugar e iremos disputar a série prata no modelo de final-four. Iremos sediar a fase final e seremos mandante em duas ocasiões, logo:

(Taxa de arbitragem = R$ 90,00) x (número de jogos = 2) x (2 árbitros + 2 oficiais de mesa ) = R$ 720,00.

Total de taxa de arbitragem no ano: R$ 6.120,00.

Agora vamos somar as taxas administrativas com taxas de arbitragem:

R$ 6.120,00 + R$ 33.970,00 = R$ 40.090,00 por ano (R$ 3.340,83 por mês).

Aí, caro leitor, você pode pensar:

Maravilha! Um pouco mais de R$ 3.000,00 por mês para ter um equipe. Não parece tanto.

Bom, pessoalmente, eu acho bastante. Mas agora vamos pensar em outros custos que não foram levados em consideração:

  • salário do técnico
  • salário do assistente técnico
  • salário do massagista
  • uniformes
  • van para transporte (ônibus se for para fora da grande São Paulo)
  • combustível
  • pedágio
  • alimentação
  • conta de luz
  • conta de água

Bom. Parece-me bastante inviável que esse modelo seja escalável e promova uma massificação do esporte, e tudo indica um caminho para que apenas times com grande orçamento tenham vida longa e estável. Conversando com mais outras pessoas da base, ouço que um dos grandes problema é da gestão dos próprios clubes. Isso me surpreendeu bastante, mas o que me passam é que existem diversas formas de angariar recursos que não são exploradas pelas equipes. Devo admitir que me falta conhecimento nesse lado e preciso me inteirar também.

Sendo bem sincero, eu fiquei um tanto quanto angustiado com esses números mas ainda tenho esperança que possamos democratizar a prática de basquete de outras formas (quais, eu ainda não sei). Quero muito entender que modelo a federação catarinense usa, por exemplo. Lá o número de times participantes (masculino e feminino) são bem grandes.

Evolução do número de equipes participantes da base catarinense

E você, caro leitor, o que acha de tudo isso? Qualquer coisa, pode me acionar nas redes sociais que batemos um papo. E, novamente, a federação tem todo o espaço que precisar para corrigir ou complementar as informações da matéria.

É isso, pessoal. Um abraço e até a próxima!

5 comentários Adicione o seu

  1. Saulo Jefferson Ferreira disse:

    Boa tarde!

    Pode entrar em contato comigo que posso lhe dar muito mais informações.

    Curtido por 1 pessoa

    1. BBallBase disse:

      Fala, Saulo!
      Me chama no instagram que falamos: @bballbr
      Abs!

      Curtir

  2. José Alberto Freyesleben Valle Pereira disse:

    A FPB está num enrosco, seu presidente pode ser preso. Taxas absurdas, que o sustentam. Quanto federação catarinense tem u. Patrocínio mensal que nem a CCB tem , mas qual a evolução técnica. São onze anos recebendo um caminhão de dinheiro e o que os clubes ou seleções daqui ganharam em nível nacional. Algo tá errado não?

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    1. BBallBase disse:

      Fala, José!
      Muito obrigado pelo comentário. Então, ainda preciso entender melhor como funciona a FCB, mas será que a falta de integração do basquete brasileiro não nos impede de conhecer melhor o nível que é praticado lá? Porque vi ótimo jogadores de SC em SP.
      Qualquer coisa, pode me chamar no Instagram que conversamos. O senhor foi um dos fundadores da FCB, não?
      Abraço!

      Curtir

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